Uma paciente pode chegar até mim por causa do ganho de peso. Outra pode estar preocupada com o cansaço. Outra percebeu mudanças no sono, no ciclo menstrual ou na composição corporal. E outra pode simplesmente sentir que não se reconhece mais no próprio corpo.
A queixa que traz você ao consultório é importante. Mas ela não conta toda a história.
Por que o motivo da consulta é só a porta de entrada
O motivo que leva uma mulher a marcar uma consulta é o ponto de partida da conversa, e merece ser ouvido com atenção. Só que, por trás de um cansaço, de uma mudança no sono ou de uma balança que não responde mais como antes, costuma existir um conjunto de fatores que conversam entre si.
Por isso a minha consulta não começa pelo exame, e sim pela escuta. Quero entender desde quando isso acontece, o que mudou na rotina, como está o sono, a alimentação, o ciclo, o humor e o que você já tentou fazer. Cada resposta ajuda a formar uma visão mais completa.
O que muda quando olhamos o conjunto
Quando a avaliação considera o corpo como um todo, o cuidado deixa de ser uma lista de sintomas separados e passa a ser um plano pensado para a pessoa que está diante de mim. Cada mulher chega com uma história diferente, e o cuidado precisa respeitar isso.


